23 May, 2015

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A Polícia e a Espada

"Os pactos sem a espada são apenas palavras e não têm força para defender ninguém." (Thomas Hobbes)

A polícia é a espada que defende a sociedade civilizada. É a instituição garantidora mais essencial da República, pois a experiência mostra que, sem ela nas ruas, a Constituição Federal é imediatamente revogada pela Lei da Selva.

Não há educação sem segurança pública, não há saúde sem segurança pública e não há cidadania sem segurança pública.

Sem a força coercitiva da polícia, o Estado deixa de ser Estado, e mesmos as mais altas autoridades passam a ser presas fáceis dos lobos sociais.

Urge que o debate de segurança pública no Brasil volte aos trilhos da razão e do bom senso.

Em países civilizados, aqueles que arriscam a própria vida para enfrentar marginais violentos são considerados heróis.

O próprio conceito de heroísmo está intrinsecamente ligado à atividade policial, pois esse é o único profissional que vai pras ruas arriscar a própria vida para preservar a vida e o patrimônio de pessoas que sequer conhece.

É por esse motivo que em sociedades lúcidas a cultura da bravura e do heróismo é estimulada e valorizada.

Os policiais que neutralizam ataques de marginais armados geralmente são aclamados pelo público, condecorados e promovidos pelas autoridades.

Foi assim, por exemplo, no Canadá quando todo o congresso daquele país aplaudiu de pé o policial Kevin Vikers, que abateu um atirador que levou o pânico aquele parlamento no ano passado, ou no caso do policial novaiorquino Ivan Marcano, que, para evitar um assalto, trocou tiros, matou um bandido e foi baleado na perna.

Marcano recebeu a visita no hospital do à época prefeito de Nova York Michael Bloomberg e foi condecorado e promovido, por bravura, ao cargo de detetive.

Não se trata, entretanto, de promover o estímulo à morte de marginais.

O confronto armado é a intervenção estatal mais dramática e é justamente por isso que é necessário que existam garantias mínimas para que os agentes do estado, que já enfrentam o risco de morte, tenham respaldo jurídico de ação.

Membros do MP e do judiciário têm uma série de garantias e prerrogativas asseguradas em suas leis orgânicas para desempenharem suas funções de forma respaldada.

Mas é absurdo, por exemplo, que os servidores policiais sejam tratados, na prática, como seres alienígenas que, ao não ter garantida sequer sua defesa jurídica, parecem não pertencer nem ao Estado nem à sociedade a quem se propõem a defender.

O Brasil tem uma das criminalidades mais violentas do mundo e é preciso que os dados de segurança pública sejam analisados de forma imparcial e sem falsas premissas ideológicas.

Da média anual de 60.000 homicídios, pouco mais de 2 mil (cerca de 4%) são resultantes de intervenções policiais.

Para cada quatro bandidos mortos temos um policial assassinado.

Em nenhum lugar do mundo tantos homens da lei tombam assassinados no cumprimento do dever e é de se estranhar tanto escândalo quando um indivíduo antissocial armado é morto por reagir à uma abordagem policial e o silêncio ensurdecedor da mídia, das autoridades e da sociedade quando um agente do estado é assassinado covardemente.

É impressionante que num quadro de convulsão social destes a preocupação principal não seja combater o crime e dar segurança à sociedade, mas desacreditar a polícia.

Só no pequeno Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, morrem mais policiais por ano do que nos Estados Unidos inteiro no mesmo período, o que mostra que as tendenciosas comparações da realidade brasileira com a de países de primeiro mundo carecem de isenção ideológica.

Ao contrário do que dizem, existe sim pena de morte supralegal no Brasil: é de conhecimento público que quando um policial em sua folga é identificado por marginais é imediatamente julgado e executado pelo Tribunal do Crime.

Que partidos políticos sem nenhuma preocupação real com a segurança pública da sociedade brasileira adotem esse tipo de discurso não é de se espantar.

Eles sobrevivem politicamente da promoção artificial da desdentada luta de classes e aplicam em seus programas partidários princípios de promoção do caos da Escola de Frankfurt.

Daí promoverem uma verdadeira "Policiofobia" (ódio, aversão e descrédito a forças de segurança) e caricaturarem os policiais como verdadeiros agentes da SS Nazista, que entram nos guetos para atirar à esmo e matar pessoas por puro sadismo.

O panfletário "genocídio da população jovem e negra da periferia" é um exemplo claro de uma novilíngua owerlliana.

A grande ironia desse duplipensamento é que grande parte da linha de frente da segurança pública nacional é formada justamente por jovens (que sequer conheceram o regime de exceção), negros (e mestiços) e que também são moradores de periferia justamente por não terem um salário compatível com o risco de morte e responsabilidade social a eles atribuídas.

A realidade simples e evidente para quem está no campo desta guerra civil não declarada é que marginais não estão sendo mortos por serem pobres, negros ou de periferia.

Eles seriam mortos por qualquer polícia do mundo, pois não pode existir outra resposta estatal à criminalidade violenta que reage à bala a uma abordagem policial que não seja uma resposta superior e no sentido contrário.

Negar aos policiais a fé de ofício de sua legítima defesa própria ou de terceiros é negar em sua plenitude os seus Direitos Humanos à vida e à manutenção de sua integridade física.

Defender, sob qualquer aspecto, a tese que a polícia "mata por matar" é inaceitável.

Um órgão da envergadura do Ministério Público não pode prestar esse desserviço à sociedade brasileira justamente no momento que o medo da bandidagem encarcera milhões de famílias brasileiras e que TODOS clamam por uma polícia mais forte e atuante.

Prejulgar o todo por um uma parte ínfima, neste caso, seria o mesmo que colocar sob suspeição toda classe médica pelos erros e negligências de poucos.

Seria o mesmo que colocar sob suspeição todo o judiciário pelos maus juízes que porventura possam existir.

Seria o mesmo que colocar publicamente sobre a desconfiança social todo o Ministério Público pelos erros funcionais ou falhas de caráter que possam existir em algum indivíduo de seus quadros.

Ao colocar a polícia sob a lupa da suspeição e o microscópio da desconfiança, o Estado desmoraliza e enfraquece o próprio Estado.

Negar subliminarmente a fé pública dos servidores policiais significa, na prática, marginalizar esses profissionais, desproteger a sociedade e criar o inovador e bizarro instituto jurídico da presunção de culpabilidade.

Por mais óbvio que seja, é necessário entender que nenhum policial, em sã consciência, arriscaria sua vida, seu emprego, sua liberdade e o sustento de sua família pelo simples ato de abater um bandido fora das situações estritamente previstas nas excludentes de ilicitude do Código Penal.

Dar suporte a uma abordagem ideológica e parcial da atuação da polícia é dar vida a uma política de criminalização dessa atividade e o resultado disso, tão certo quando dois mais dois são quatro, será uma enorme insegurança jurídica que promoverá, cada vez mais, a anulação da polícia e uma criminalidade desenfreada em um ambiente social de medo e violência insuportáveis aos cidadãos de bem.

O Auto de Resistência, instituto que está sobre absurdo ataque político e risco de extinção, existe justamente para isso: garantir que um policial que arrisca a vida num confronto armado não seja preso nem tenha que gastar todo seu patrimônio e meios de subsistência de sua família com advogados para defender sua inocência.

Criminalizar os soldados que estão no front de defesa da sociedade é desprotegê-la e entregar o país de bandeja para o crime.

No Brasil parece imperar uma visão romântica do criminoso e uma incompreensão total da natureza da atividade policial.

Talvez seja a hora dos membros do MP conhecerem experiência do Professor de Criminologia da Universidade da Flórida George Kirkham, que se propôs a trabalhar como policial durante seis meses e viu todo seu preconceito acadêmico ser desmentido pela dura realidade do patrulhamento das ruas.

Essa perspectiva, tão em falta no nosso país, foi relatada no livro "Signal Zero" que passou a ser defesa emblemática da atividade policial.

O que os policiais esperam do Ministério Público é apoio e parceria.

O estado paralelo está cada vez mais fortalecido.

As organizações criminosas estão cada vez mais articuladas, integradas, ousadas e violentas.

Se o crime se organiza a ponto de sequestrar a paz social, o Estado não pode se dar ao luxo de adotar uma contraproducente postura autofágica.

Voltemos aos trilhos da razão enquanto é tempo pois, caso isso não seja feito, o Estado Democrático de Direito será apenas uma palavra vazia a partir do momento que o último policial perder a coragem e a disposição de defender a sociedade.

Matéria que motivou a esta carta:

http://www.mprn.mp.br/portal/inicio/criminal/criminal-noticias/6804-conselheiro-do-cnmp-conclama-atuacao-uniforme-contra-morte-decorrente-de-acao-policial

Filipe Bezerra é policial rodoviário federal, bacharel em Direito pela UFRN, pós-graduado em Ciências Penais pela Universidade Anhanguera-UNIDERP, bacharelando em Administração Pública pela UFRN e membro da Ordem dos Policiais do Brasil.

Fonte da Foto: O Globo.

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Modelos policiais e o risco Brasil

Pode parecer um tema técnico, mas não: o modelo policial adotado por um país reflete diretamente na proteção de seus cidadãos. Mas como assim?

No mundo todo há modelos policiais variados: uma única agência policial (Dinamarca), várias agências policiais (Brasil, França, Espanha, Itália, Portugal, Alemanha etc.), agências policiais municipais ao lado de outras estaduais e federais (Estados Unidos), mas em nenhum deles, à exceção do Brasil, há polícias dicotomizadas.

Mas o que seria um modelo dicotomizado? Pois bem, dicotomia significa que no Brasil a segurança pública é um serviço público essencialmente oferecido pelos Estados - não pela União ou municípios - por meio de duas agências policiais: as Polícias Civis e as Polícias Militares. Contudo, noutros países também há mais de uma polícia, e nem por isso se fala em dicotomia; o que faz de nosso modelo dicotomizado é o fato de que somente aqui cada polícia vai até certo ponto do trabalho de proteção social e, a partir daí, outra polícia começa o seu. Fala-se então de uma polícia de preservação da ordem pública (as Polícias Militares) e de uma outra polícia: judiciária (as Polícias Civis). Às Polícias Militares atribui-se a tarefa de prevenção e imediata repressão da criminalidade, enquanto às Polícias Civis a de investigação criminal.

Longe de atribuir às forças policiais, seja aqui ou em qualquer parte do mundo, a responsabilidade sobre os processos que levam à violência e à criminalidade, sabidamente frutos de uma série de fatores de ordem social desembocando nas cenas de violência, que tanto espaço conquistam dia-a-dia nos meios de comunicação social; todavia, a eficiência do Estado no trato da criminalidade está intimamente condicionada ao modelo de gestão. Um modelo moderno de administração gerencial não admite ensaios, tampouco o apelo a paradigmas ultrapassados, que assim se revelam por tratar novos problemas com as mesmos métodos do passado, tudo em homenagem à tradição.

E é essa tradição que cultuamos que faz de nosso modelo policial aquilo que pesquisadores chamam de isomorfismo mimético; a tendência de uma instituição de se aproximar de outra e a ela se assemelhar em forma. Nesse processo, a polícia judiciária busca se identificar como "um quase poder judiciário" (quase juízes), enquanto a polícia ostensiva às forças militares de defesa (Exércitos), tudo em busca de prerrogativas que, como "meras" polícias não conquistaram ao longo de nossa história.

Somente aqui, o bacharelado em Direito é visto como sinônimo de preparo para o exercício do trabalho policial; somente aqui, o substantivo "polícia" é considerado menos importante que o adjetivo ("civil" ou "militar"). Somente aqui não se mede o grau de eficiência das agências policiais a partir da gestão por resultados. Somente aqui as taxas de esclarecimento dos crimes, que gravita em torno de 2%, não é sequer objeto de pesquisas e publicidade.

O poder, e mais que isso: o dever, de o Estado, por suas agências policiais, darem a pronta e eficiente resposta aos crimes havidos implica diretamente a impunidade ou o verdadeiro império das leis. Entretanto, afora os casos em que há prisão em flagrante, o poder de o Estado identificar os criminosos e promover a justa aplicação da lei é fragilizado quando as investigações não chegam a sequer 2% dos autores de crimes. Isso tudo se soma ao terrível panorama brasileiro de exclusão social, degradação dos valores, fragilidade das leis, degradação das instituições penitenciárias e níveis de violência urbana.

Noutros países de democracia consolidada, a existência de uma única agência policial é descartado, porque gera um monopólio de poder, que põe em risco potencial o controle social; noutros países de democracia consolidada, o modelo militar de administração não é confundido com os pesadelos do totalitarismo; em países de dimensões geográficas consideráveis, não se cogita em polícias municipalizadas, porque sujeitas ao clientelismo; nos países mais evoluídos, as agências policiais agem dentro daquilo que se convencionou definir como "polícias de ciclo completo" (todas as polícias realizam a prevenção e a investigação criminais).

No Brasil, uma experiência já se mostrou bem sucedida como embrião do "ciclo completo": a lavratura de Termos Circunstanciados de Ocorrência, nos casos de infrações penais de menor potencial ofensivo por policiais militares, além dos policiais civis. Contravenções penais e crimes cuja pena máxima prevista em lei não ultrapasse 2 anos, assim consideradas de menor potencial ofensivo, dispensam o inquérito policial e o registro feito, até pelo "policial de rua", é levado diretamente ao Juiz dos Juizados Especiais Criminais. Isso acontece nos Estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Alagoas e Minas Gerais; São Paulo também o fez desde 01 de dezembro de 2001 até o dia 09 de setembro de 2009, quando foi abortado por uma Resolução do então Secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, por questões hermenêuticas e pressões político-institucionais de duvidoso espírito republicano: um sintoma do modelo de Estado Patrimonialista.

Um modelo com polícias de ciclo completo teria o condão de alforriar as patrulhas de polícia ostensiva das horas perdidas nas delegacias à espera da lavratura de um reles boletim de ocorrência. Mudar essa realidade cotidiana, deixaria essa força de trabalho - altamente capilarizada - encarregada do varejo criminal, o que ainda desoneraria as polícias civis da burocracia e as guindaria ao status de uma polícia especializada na criminalidade complexa, elevando seus níveis de eficiência na elucidação dos crimes de autoria desconhecida.

Para evoluir, o primeiro passo é reconhecer as novas demandas e admitir que é possível mudar para melhor.

 

Azor Lopes da Silva Júnior, 50 anos, é Coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Doutor em Sociologia pela Unesp, Mestre em Direito pela Universidade de Franca, Especialista em Direito pela Unesp e em Segurança Pública pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Universidade Federal do Paraná. É professor universitário em nível de graduação e pós-graduação, nas áreas de Direito Penal e Direito Constitucional. Autor de "Teoria e Prática Policial nos Juizados Especiais Criminais" e "Fundamentos Jurídicos da Atividade Policial" (Ed. Suprema Cultura). Currículo: http://lattes.cnpq.br/6088271460892546 

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A influência das novelas na sociedade

Os danos causados pela tv na vida das crianças são enormes. Cuide dos seus filhos!Os danos causados pela tv na vida das crianças são enormes. Cuide dos seus filhos!

A sociedade, hoje, está em constante transformação e evolução, mas muitas destas mudanças não trazem benefícios para nós, cristãos, porque os valores éticos estão sendo distorcidos. Um exemplo clássico, presente nos lares brasileiros, são as novelas que, atualmente, vem construindo uma ideologia de antivalores.

Enquanto a Igreja procura evangelizar as pessoas para que possam viver uma vida segundo os ensinamentos deixados por Jesus Cristo, a maioria das novelas tem o papel de deturpar os valores cristãos como a instituição da família.

Para refletir sobre a influência das novelas e a descaracterização dos valores, convidamos padre Paulo Ricardo para participar do podcast da redação.

Ouça, na íntegra, a entrevista com padre Paulo Ricardo.

Segundo o sacerdote, existem estudos como o da pesquisa do 'Banco Interamericano de desenvolvimento', os quais comprovam que as novelas, realmente, podem gerar nas pessoas essas mudanças de comportamento.

"Sem dúvida alguma, isso é uma realidade que já está comprovada inclusive com estudos. Existe um estudo profundo que mostra como as novelas da Globo, durante as década de 70 e 80, alteraram o comportamento das famílias. Um estudo comprovado cientificamente pode medir exatamente a diferença de comportamento entre as pessoas, podendo ser comparado com o sinal da TV Globo, pois, naquela época, as novelas eram as que mais dominavam e o sinal não era forte em todos os lugares do país. Onde o sinal era fraco, o comportamento foi menos alterado, mas onde o sinal era mais forte, o comportamento alterou-se mais", citou padre Paulo.
Outro ponto abordado durante a entrevista é o fato de que, hoje, as crianças e os adolescentes acompanham novelas e seriados que mostram uma realidade distorcida de família e relacionamentos. O sacerdote alerta que quanto mais cedo as crianças forem expostas a esses valores não cristãos, provavelmente, se tornarão jovens e adultos influenciados por esse ambiente apresentado pelas novelas.

"A realidade das crianças é diferente da dos adultos, porque este tipo de programação tem em vista mudar o comportamento do adulto. Já para as crianças, o objetivo é moldar o comportamento delas desde cedo. A própria forma como aquela criança vai crescendo e vendo o mundo já é distorcido por essa nova realidade e esses desvalores que estão destruindo as famílias", destacou o sacerdote.
Diante de toda realidade apresentada pelas novelas e programas de entretenimento, é preciso que nós, como cristãos, não percamos a essência do que é seguir as doutrinas da Igreja e não nos deixarmos ser influenciados pela mídia.

"Não tenham medo de ser família. Sejam família, gastem-se para seus filhos, educando-os para tê-los consigo o quanto mais vocês puderem. Quem educa o filho não é o videogame, a novela, o joguinho e nada disso, mas o convívio harmonioso com os pais", disse padre Paulo.


Fonte: Christo Nhill Preaponere

Para saber mais assista ao vídeo:

 

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